Engenharia Química e Sustentabilidade em Foco: Lições da Plástico Brasil 2025
Você conhece a Plástico Brasil?
Com certeza você já sabe que a Engenharia Química atua em diversos setores, como na indústria do plástico. Nesse sentido, a Plástico Brasil é uma feira internacional de renome em toda a América Latina que reúne os principais nomes do setor, promove negócios, apresenta inovações e tecnologias, além de oferecer um espaço riquíssimo para networking entre profissionais, pesquisadores e estudantes. Neste artigo, vamos te mostrar por que eventos como esse importam (e muito!) para nós, estudantes de Engenharia Química, e como eles nos colocam frente a frente com os desafios e oportunidades da nossa futura profissão, além de apresentar os temas mais relevantes da feira de 2025 para a Engenharia Química.
Inovação e Sustentabilidade na Edição de 2025
A Plástico Brasil 2025, realizada em março deste ano, trouxe muitas novidades para a área. Durante o evento, ficou evidente que a Engenharia Química tem um papel essencial na construção de um futuro mais sustentável. Entre equipamentos de última geração e soluções de automação, o destaque foi para os workshops sobre reciclagem e o uso de polímeros de engenharia, conduzidos pelo engenheiro químico Ricardo Cuzziol.
Mas o que isso tem a ver com a gente, estudantes de EQ? A resposta é: tudo! Durante a feira, falou-se muito em economia circular, um conceito que vai além das provas de Fenômenos de Transporte ou Reatores. Trata-se de repensar o ciclo de vida dos materiais, desde a escolha da matéria-prima até a forma como ela será descartada — ou reutilizada. Para nós, isso significa entender que um projeto de processo não acaba na ficha de balanço de massa: ele continua no impacto ambiental do produto final.
O engenheiro Ricardo Cuzziol mostrou, por exemplo, como o reaproveitamento de resíduos plásticos pode ser feito com tecnologia de injeção aprimorada, gerando menos perdas e maior eficiência energética. E sim, isso passa por controle de temperatura, viscosidade, cinética — tudo aquilo que vemos em sala.
Além dos workshops, a feira também apresentou projetos concretos voltados para a sustentabilidade, como o Projeto Sacola Circular, que demonstrou na prática a viabilidade da reciclagem de plásticos, transformando resíduos em novos produtos. O evento também contou com o espaço "Palco Economia Circular e Reciclagem", onde foram promovidos debates sobre tecnologias avançadas de reciclagem e políticas públicas voltadas para a sustentabilidade.
Essas ações são exemplos claros de como a Engenharia Química pode — e deve — estar à frente no desenvolvimento de soluções sustentáveis para problemas reais. Isso porque ao desenvolver processos de reciclagem mais eficientes, criar materiais biodegradáveis e implementar práticas de produção mais limpas podemos combater a poluição por plásticos e microplásticos. Para nós, estudantes de Engenharia Química, isso reforça a importância de nos prepararmos para enfrentar os desafios ambientais do futuro, aplicando nossos conhecimentos técnicos para promover a sustentabilidade e proteger os ecossistemas.
Conclusão: O Futuro Pede Engenharia Química Consciente
A Engenharia Química não é apenas sobre grandes plantas industriais — é também sobre inovação, pesquisa e responsabilidade social. O tema da sustentabilidade não é mais uma tendência distante: é uma necessidade urgente, exigida pelo mercado, pelas políticas públicas e pela sociedade.A Plástico Brasil 2025 deixou claro que os engenheiros químicos do futuro não podem ser apenas técnicos — precisam ser agentes de mudança. E essa mudança começa agora, nas salas de aula, nos laboratórios, nos TCC's, nas escolhas éticas que fazemos durante a formação.
Portanto, cabe a nós, estudantes de Engenharia Química, assumir esse protagonismo com conhecimento técnico e consciência ambiental. Afinal, o futuro sustentável começa com as decisões que tomamos hoje. Por Mirela Beluomini Silvestre e Larissa Peretti
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